Marcenaria

 

Marcenaria é a oficina onde trabalha o marceneiro, um profissional do setor da movelaria, especialista em trabalhos artístico e artesanal de transformar peças de madeira em um objeto útil ou decorativo,cortando, encaixando e entalhando peças e objetos de modo delicado e paciente.

A marcenaria evoluiu da carpintaria, profissional especialista em trabalhos com madeira em estado bruto ou maciço (em estado natural), com a função de beneficiar (lavrar e aparelhar) a madeira em peças de uso em construções. O marceneiro utilizam laminados industrializados de madeira, como: compensado, aglomerado, MDF, fórmica, folhas de madeira.

A marcenaria abrange o fabrico de móveis, mas está mais ligada ao trabalho artesanal do que ao industrial. Apesar de o marceneiro moderno fazer uso de máquinas em grande parte do trabalho, ele ainda é um artesão. O profissional que produz exclusivamente móveis sob encomenda ou sob medida de determinados ambientes, principalmente com chapas como o MDF e o aglomerado pela grande indústria,[1] designa-se antes como setor moveleiro.

Ferramentas
A marcenaria evolui bastante, graças a tecnologia moderna da engenharia, facilitando muito a vida principalmente do marceneiro que trabalha com a fabricação de móveis planejados de fino acabamento, como por exemplo: serra circular, serra tico-tico, lixadeira, desempenadeira, graminho, formão, tupia, plaina, serrote, coletor de pó. Sendo necessário cautela no uso de máquinas, pois o acidente pode ser irreversível.

Tecnologia

A tecnologia computacional emprega na área de projetos da marcenaria, tem a função de projetar o ambiente de acordo com o anseio do cliente, através da representação gráfica tridimensional em cores da estrutura física aproximada da montagem dos móveis no referido ambiente.

Produtos
Alguns objetos fabricadas em uma marcenaria: portas, escadas, portais, alisar, guarda-corpo, caixilhos, corrimão, treliças, rodapés, entalhes, prateleiras, armários embutidos, frontão de lareiras.

 
A venda de móveis projetados é totalmente diferente da venda de balcão. O que, muitas vezes, o cliente que compra móveis projetados não entende, é que ele acha que está comprando um produto comum, fácil de fazer, simples de produzir e instalar.
 
Por isso, a hora da venda, o marceneiro vendedor tem que deixar claro de o cliente a quantidades de processos que envolve a confecção de móveis projetados.
 
Tudo começa com um projeto, e aí, muitas vezes, já começa a complicação.
 
Clientes querem móveis projetados, mas não querem gastar dinheiro com um projeto. E acham que o marceneiro fabricante é que tem que fazer o projeto para eles. O que acontece, é que a maioria dos marceneiros são projetistas. Definir o layout correto de um ambiente é complicadíssimo, com inúmeras variáveis e exige a expertise de um profissional preparado para isso. Vamos colocar as coisas no eixo? Porque não chamar um profissional arquiteto, designer de interiores ou mesmo um projetista de móveis? Afinal, cada um no seu quadrado, não é mesmo?
 
Um bom projeto deve apresentar as imagens 3D coloridas renderizadas, cotas e detalhamentos isométricos em escala e definição da especificação de todos os materiais que será orçado.
 
Segue então o processo de elaboração de um projeto:
 
  •          Visita na residência do cliente para fazer o levantamento das medidas (com fotos)
  •          Elaboração do projeto (criação, renderização, detalhamentos e especificações)
  •          Apresentação do projeto para o cliente
  •          Alteração do projeto (sempre tem)
  •          Impressão do projeto
Primeira etapa concluída, o próximo passo é passar as informações para a fábrica de gerar o orçamento dos móveis. Dependendo da complexidade do projeto, o orçamento despende muito tempo e uma atenção criteriosa. Não existe um sistema de orçamento completo no mercado para ajudar o marceneiro. E outra, a variedade de materiais que são lançados semestralmente no mercado são tão grandes, que obriga o profissional a se manter constantemente atualizado, principalmente para realizar seus orçamentos. Outras variáveis difíceis do orçamento são os custos de mão de obra e os impostos, que sazonalmente “dançam” nas contas da empresa. E ainda tem que se pensar nos serviços extras que sempre aparecem, como fretes, instalações ou imprevistos de última hora. Portanto, gerar um orçamento justo e preciso é um desafio que ainda foi alcançado. Qualquer erro nessa hora pode ser prejuízo, tanto de o cliente quanto para a empresa.
 
 
Depois do orçamento pronto, vem a negociação e venda, processos que também despende tempo e novos custos com deslocamento até o cliente. Se por um lado o consumidor quer preço baixo, boa qualidade dos produtos e pontualidade na entrega, por outro lado, o marceneiro quer vender um produto bonito, bem-acabado, sem muita complicação de produção, fácil de montar e instalar, cumprir seu prazo e lucrar com isso. Uma negociação bem-feita tem que ser boa aos dois lados, tanto no preço como nas formas de pagamento. Uma negociação malfeita vai gerar desconforto e prejuízo em algum momento, em um dos lados. Por isso, no contrato de fechamento é imprescindível deixar claro as informações da empresa e do cliente, os produtos e serviços que estão sendo negociados, preços, garantias, itens não inclusos, condições de pagamento, formas de parcelamentos e prazos de entrega.
 
Segue então o processo do orçamento e vendas:
 
  •         Elaborar o orçamento (Justo e claro)
  •         Preparar documentos (Contratos, Pedidos e Recibos)
  •         Negociar com o Cliente
  •         Fechar a Venda
Venda fechada, beleza!!! Agora é que começa a responsabilidade definida, e as variáveis são maiores ainda. O empresário tem que gerenciar, no prazo estipulado, todo o processo de fabricação, que não depende só dele, mas de uma equipe bem treinada, experiente e motivada. Ele deve gerir também o lado financeiro dessa venda, para que não haja prejuízos ou desperdícios no caixa da empresa. Nesse ponto, cumprir o prazo de entrega é primordial, uma vez a sua mão de obra especializada ganha por tempo de serviço. Ele ainda tem que gerir também o outro lado de negociações com os fornecedores de matéria prima, para que também venha a ter surpresas desagradáveis e, por fim, deve acompanhar de perto todo o processo da produção até a data da entrega.
 
 
Eis os processos da produção:
 
  •         Conferir novamente todas as medidas na residência do cliente
  •          Identificar e corrigir possíveis erros do projeto e fazer os ajustes a produção
  •          Comprar a matéria prima (Madeiras, Ferragens, Acessórios, etc.)
  •          Fazer o plano de corte para a confecção das peças
  •          Cortar as peças
  •          Fazer uma pré-montagem na fábrica
 
 
 
 
 
 
Moveis prontos!!! Hora de entregar! Mais uma série de processos começa. Cada peça deverá ser corretamente embalada, bem como as ferragens e acessórios que compõe os moveis. Quanto aos móveis pré-montados, cabe um dedicado zelo no manuseio e transporte até o seu local definitivo. Quando a empresa não tem um transporte próprio a entrega, chama-se o serviço terceirizado de frete. Transportar móveis requer não só agilidade, mas também muita força e uma pitadinha de sorte. Além de ser um produto pesado e que não pode sofrer nenhum dano durante o percurso, deve-se ter o dobro de cuidado nos dias de inverno. Outro fator deve ser analisado no orçamento, é a dificuldade do acesso até a residência do cliente (distancias, vias, estacionamento, elevadores, passagens de portas).
 
Marcenaria para Cozinhas
 
A entrega dos moveis também não depende só da empresa, mas também do cliente. Dentre as inúmeras situações possíveis, pode-se destacar aquela onde o cliente ainda vai receber a chave da residência, pelo fato que as obras ainda não foram concluídas (faltando piso, gesso, granito, instalação elétrica e hidráulica, etc.). Isso isenta a empresa de culpa quanto ao atraso na entrega, mas traz transtorno para o empresário, uma vez que ele necessita de espaço físico para armazenar cuidadosamente esses produtos até que a residência esteja pronta. E isso com certeza, nunca está especificado no contrato. Uma situação inversa é quando o cliente já mora na residência e se vê na condição de retirar os móveis antigos de receber os novos. Para isso é claro que a empresa deve, durante a negociação, ver essas necessidades com o cliente e saber se é possível resolver antes do prazo de entrega.
 
Estando pronta a residência e dando certo a entrega, vamos a montagem dos moveis. Mais uma vez uma equipe especializada e rápida tem que ser o diferencial nesse momento. Um detalhe muito interno da empresa é fazer, com a equipe, um checklist dos produtos e das ferramentas necessárias a montagem antes da saída da fábrica, a fim de evitar o desperdício de tempo e atraso na obra. É basicamente na montagem, que surgem novos problemas, tanto nas medidas, que porventura ainda possam estar erradas (mesmo depois de conferidas), nas instalações elétricas e hidráulicas não observadas, como no acabamento final dos móveis. E é possível que aconteçam alguns imprevistos como furar o cano da parede da cozinha, por exemplo. (Não vamos nem pensar nisso!)
 
Vamos supor que até agora deu tudo certo e que está tudo pronto, móvel instalado e funcional. Vamos para casa! – Ainda não! Cabe a empresa deixar tudo limpo no ambiente que foi instalado o móvel, e conferir junto com o cliente o produto que foi entregue, explicar suas funcionalidades e retirar possíveis dúvidas.
 
Vejamos, portanto, os processos da entrega e montagem:
 
  •          Embalar os produtos para o transporte
  •          Transportar os moveis até a residência do cliente
  •          Instalar os móveis em cada ambiente de acordo com o projeto
  •          Fazer os pequenos ajustes e acabamentos
  •          Limpar o local após a montagem
  •          Visitar o cliente e fazer uma pesquisa de satisfação e pós-venda

Pois é gente, comprar móveis projetados, com medida e designer exclusivo, requer esse pequeno entendimento, de que o produto que você está comprando passa por vários processos e envolve várias pessoas e situações. É totalmente diferente de um produto que você compra na prateleira. Difícil ter que falar assim, mas é assim que muita gente pensa.

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